domingo, 4 de Outubro de 2009

laroeira


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sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

PANDEMIA OU GUERRA MUNDIAL ?









PREVISÕES INQUIETANTES

E POLITICAMENTE INCORRECTAS



Por deferência da AAGI ( Associação dos amigos da grande idade ) recebemos um bem fundamentado plano de contingência com previsão de impacte destinado a Lares de idosos, que pela realidade dos elementos que relata, nos coloca perante um cenário arrepiante, tendo em vista o provável número de vítimas, comparável a um conflito de guerra mundial.



PREVISÃO DO IMPACTE



O impacte de uma pandemia de gripe é imprevisível, sendo impossível prever a sua

data de início. Existe consenso entre os especialistas que o seu aparecimento terá

consequências catastróficas, com um número muito elevado de casos de doença e de

morte, e situações de rotura social e económica. O impacte será maior nos países em

vias de desenvolvimento e naqueles que tiverem sistemas de saúde operacionalmente

deficientes ou sobrecarregados.

Após a identificação dos primeiros casos de transmissão inter-pessoal da estirpe

pandémica do vírus da gripe, a sua disseminação por todo o país ocorrerá num

intervalo de tempo relativamente curto (inferior a um mês), com taxas de morbilidade e

de letalidade muito superiores às da gripe sazonal (epidémica). Esta situação

conduzirá, inevitavelmente, ao aumento das solicitações aos serviços prestadores de

cuidados de saúde, e a outros serviços essenciais, com repercussões e alterações

importantes no padrão habitual de vida de pessoas e comunidades.



EXTENSÃO E GRAVIDADE DA DOENÇA




Em todo o mundo, a mortalidade estimada pelos especialistas varia entre 50 e 150

milhões, embora as estimativas menos pessimistas do CDC apontem para um

intervalo entre 2 e 7,5 milhões de mortes. O total de internamentos hospitalares pode

ser superior a 28 milhões. Contudo, só após a eclosão da pandemia será possível

fazerem-se estimativas mais fiáveis. O nível de preparação de todos os países na

globalidade, e de cada país em particular, terá uma influência inquestionável na

mortalidade.

Para efeitos de planeamento da resposta dos serviços de saúde, a OMS recomenda

que os planos nacionais de contingência para a pandemia de gripe considerem uma

taxa bruta de ataque [1] de 25% (valor mínimo) – na gripe sazonal a taxa habitual é de

5-10%.

Considerando alguns dos cenários possíveis, com taxas brutas de ataque de 25%

(cenário mais favorável), 30% (cenário mais provável) e 35% (cenário mais

pessimista), a infecção com o virus da gripe pandémica pode atingir em Portugal mais

de 3,6 milhões de habitantes, e originar mais de 11 mil mortes (taxa bruta de letalidade

de 0,3%).

Todos os cenários e previsões disponíveis alicerçam-se em suposições sobre a

morbilidade e letalidade causadas pelo vírus pandémico. Assim, para uma taxa bruta

de ataque de 15% e uma taxa bruta de letalidade de 0,3%, ocorrerão 2-3 milhões de

mortes em todo o mundo; para a mesma taxa de ataque e uma taxa de letalidade de

0,6% a mortalidade global será de 5-6 milhões (previsões mais optimistas). Com uma

taxa de ataque de 25% e uma letalidade de 3%, a mortalidade global rondará os 45

milhões; se a taxa de ataque atingir os 50%, mantendo-se a letalidade nos 3%,

ocorrerão cerca de 100 milhões de mortes (cenários possíveis). Com a taxa de

letalidade actual do vírus H5N1 (cerca de 50%) o número global de mortes poderá

atingir os 1.500 milhões (previsão pessimista?).

sábado, 15 de Agosto de 2009

Institucionalização de curta duração




















Os idosos que ainda permanecem no domicílio,
socorrem-se da ajuda familiar ou de pessoal
contratado; umas vezes por questões económicas,
outras por entenderem não ser ainda necessária
a sua institucionalização permanente.

No entanto, chegado o período de férias, viajar
com o idoso é muitas vezes impraticável.

Ou o idoso já não aprecia mudanças demasiado
contratantes, ou os familiares ou cuidadores,
necessitam de um merecido período de férias,
sem as preocupações inerentes ao cuidado
que qualquer idoso requer, sobretudo em fase
de dependência.

Os Lares de idosos, podem e devem apoiar estes
utilizadores de curta duração, já porque são os
únicos em condição privilegiada para o fazer,
pese embora a falta de hábito ou alguma
argumentação pouco sustentada da escassa
rentabilidade.

Na verdade, alguns custos iniciais prestados aos
idosos institucionalizados, só são compensados durante
as mais ou menos longas estadias dos utilizadores
habituais.

No entanto, está fora de questão que o valor a calcular
por uma curta estadia, tenha de resultar do cálculo
proporcional dos utentes de longa duração, neste caso
deveremos estabelecer um valor diário,( Numa perspectiva
Mais hoteleira ) que seja suficientemente compensador.

Por um lado, resolve-se os problemas dessas famílias
carecidas de descanso, que não se importam de pagar um pouco
menos que uma modesta unidade residencial, depois do
nosso trabalho ou melhor do nosso mérito, pode resultar um
novo utilizador num futuro próximo.


Por fim, sempre se dá uma mão às finanças dos Lares,
sobretudo os que já sentem os efeitos da crise em que estamos
mergulhados.

Boas férias

Carlos Neves



terça-feira, 14 de Julho de 2009

IDOSOS – CONDENADOS PELO ATREVIMENTO DE NÃO TEREM MORRIDO JOVENS!


Um relance sobre os direitos:

A sociedade é constituída por grupos de indivíduos com características heterogéneas quer na idade, condição social, e nível cultural, todavia a Lei fundamental do País, consagra-lhe os mesmos direitos e obrigações, privilégio que os políticos não se cansam de evocar como corolário das conquistas “ Abrilinas “

As raras excepções à regra, com tratamento mais favorecido, (discriminação positiva) são muito justamente as crianças, as mulheres gestantes, alguns diminuídos físicos e mentais e pouco mais.

Um progenitor que maltrate o filho é severamente punido pela Lei e pela consciência públicas, porque a sociedade lhe reconhece muito justamente, direitos que lhe são outorgados universalmente.

Todavia, o mesmo não acontece a um filho, se porventura a sua má formação permitir infligir tratamento indigno aos seus progenitores, porque o mais certo é ficar impune à luz da Lei dos Homens.

A desconsideração social!

Quando a maioria dos Portugueses ultrapassa a barreira da vida útil, devido ao avançar dos anos, sobrevém-lhes a sua morte social.
A sociedade impiedosa, atribui-lhe o novo estatuto de “ velho “ o que significa “ inútil para a sociedade”, epíteto reiterado pelas inúmeras desconsiderações colectivas e muitas vezes familiares.

O Estado como consciência colectiva, assume igualmente um comportamento censurável, atribuindo a maioria das vezes uma miserável pensão, mesmo sabendo que a mesma não irá permitir a sua sobrevivência, sendo igualmente notória a descriminação no atendimento hospitalar, sobretudo na recusa de investigação das suas queixas.

Portugal tem uma das mais curtas esperanças médias de vida da União Europeia
(74,2 anos para os homens e 80,8 para as mulheres). No entanto, os portugueses reformam-se tarde (aos 65,8 anos de idade em média, uma das idades de reforma
mais tardias dos estados membros).

A seguir à Hungria (300 euros) e à República Checa (331 euros), Portugal é o país
Europeu onde as pensões são mais baixas.



O idoso português, irá ser condenado pelo simples atrevimento de não ter morrido jovem e, a sua pena será viver o resto da existência num isolamento deplorável, enjeitado, preterido, desconsiderado, por fim doente, desejando muitas vezes apartar-se desta vida.

A iliteracia, como factor desfavorável!

Este fenómeno é mais grave, nos grupos de idosos cuja escolaridade é básica ou inexistente, por falta de hábitos de leitura, de acesso a informações escritas ou ás novas tecnologias como a internet, afectando sobretudo mulheres viúvas, residindo no tecido urbano de estrutura vertical, em andares altos quase sempre sem ascensor, propicio à intimidade familiar e neste caso infelizmente, à clausura

Os factores ambientais!

Nos meios rurais mais interiorizados, embora com forte tendência a desaparecer devido ao progresso; Ainda se observa, que os filhos ou outros parentes, residem nas proximidades, o que permite a quebra do isolamento total. De resto, a solidariedade da vizinhança ainda é tão genuína e natural, como o fluir do manso ribeiro que alimenta os mimos das hortas.

Mas, nesses lugares por vezes edílicos, apesar de tanta generosidade, observa-se a carência de meios de básicos de sobrevivência, como emprego que gere rendimento estável, assistência na saúde, como médico, enfermeiro, parteira, ou mesmo do mestre-escola e do padre; Obrigando os jovens a procurarem as cidades, deixando os seus idosos à mercê do acaso, morrendo ou ficando incapacitados pelas mesmas maleitas dos seus mais longínquos antepassados.

Que caminho ainda precisamos percorrer?

Que dizer do idoso saudável, com cultura media ou superior, que habita numa grande cidade e convive numa estrutura familiar estável, que mantém hábitos de leitura, se interessa pelo que se passa pelo mundo, tem acesso fácil ao universo cibernético, viaja com regularidade e ainda é capaz de alinhar o pensamento num discurso fluente ou escrita fácil, cultiva amizades, assiste regularmente a espectáculos culturais, participa activamente na vida social e politica, enfim…mantém as mesmas faculdades e prerrogativas de qualquer cidadão de pleno direito?

- Bom! … Com excepção dos políticos, dos herdeiros de fortuna familiar, dos afortunados ao jogo, dos assaltantes de bancos e outras desonestidades conhecidas; -Infelizmente o idoso caracterizado no parágrafo anterior, pertence ainda a um restrito grupo de afortunados, não superior ao que parece a 9% dos nossos reformados.

Sabendo que 70% dos idosos perdem com a reforma um forte poder de compra, e vários estudos concluem, existir interacções complexas e directas entre a capacidade financeira, a cultura, a saúde, o isolamento, a solidão e morte prematura das pessoas idosas; podemos adivinhar o árduo caminho que ainda precisamos percorrer.

Carlos Neves

domingo, 12 de Abril de 2009

" Auxiliares de Saúde "




Trata-se de um cargo existente no Lar da Aroeira, , que pode ser atribuído a uma “Ajudante de Lar” quando o nível da sua experiência profissional e / ou o conhecimento teórico, adquiridos sobre a senescência, ( envelhecimento ) ou uma apreciavel percepção das modificações fisiológicas provocadas pela idade, e ainda outros conhecimentos como: Noções de Geriatria / Gerontologia, de Enfermagem geral ou Serviço social , constituam uma mais valia; para a efectiva vigilância e cuidado dos utentes, sobretudo dos que necessitam de uma atenção mais técnica no fim da sua existência.

Este cargo enquanto for exercido, proporcionará prémios pecuniários e a empregada será distinguida pelo seu fardamento, pelo crachá e pela
responsabilidade inerente.

A vigilância na saúde ainda é prioritária nos Lares de idosos, porquanto a realidade demonstra que os utentes além de idosos, quando procuram a institucionalização, já são portadores de distúrbios orgânicos ou patologias, ligadas à terceira idade.

Mesmo nesses casos, devemos pensar numa atitude profilática, como a mais proveitosa para conservar a saúde, rivalizando com as tecnologias da ciência médica cada vez mais evoluída.

Os aspectos psicossociais são igualmente relevantes.

Para o efeito, as “Auxiliares de saúde” deverão actualizar os seus conhecimentos por constantes acções de formação, que o próprio Lar tem vindo a proporcionar.

A incidência das acções preventivas de uma “Auxiliar de saúde” deverá recair nos seguintes aspectos:


1. A Conduta e ética profissionais
2. O respeito, a valorização e o afecto, devidos ao idoso
3. O Despiste das situações de risco
4. A Nutrição adequada à idade e patologias adquiridas
5. A Dentição e os distúrbios oro-mandibulares
6. A Regularidade e normalidade das funções fisiológicas
7. A termorregulação do idoso
8. A acuidade visual
9. A acuidade Auditiva
10. A Marcha, deambulação e o exercício físico
11. A Mobilização nos acamados
12. O Sono e o repouso necessários
13. A estabilização emocional
14. Os objectivos de vida

Carlos Neves

Enf. Rui Fontes

Enf. Rui Fontes

UMA VISITA AO LAR DOS "SAMS"

Correspondendo ao convite formulado pelo Enf. Rui Fontes, O Lar da Aroeira visitou as instalações do “ Lar dos SAMS “representado pelo seu Director Rui Neves e pelo Encarregado Geral: Carlos Neves.

Aproveitamos agora o ensejo para agradecer a recepção interessada e amistosa que o Coordenador Rui Fontes nos dispensou em todos os momentos da visita e da troca de experiências.

Falar das instalações que visitámos, as quais superam em termos estruturais os Lares privados que conhecemos, achamos que seria redutor, porque importa sobretudo enfatizar o espírito que ali se vive.

Fazer com que os funcionários daquele Lar perfilhassem dos objectivos projectados, sabemos que foi uma tarefa do seu coordenador, dura mas extremamente proveitosa.

Nos tempos que correm, todos os que se dedicam ao apoio da terceira idade, têm de entender que a sua acção deve ser pró-activa, interessada, colaborante, profissional e se possível vocacional, para que todos os seus gestos transmitam ao idoso uma onda de ajuda, carinho e solidariedade.

A falta de dignificação e progressão da carreira profissional de “Ajudantes de lar” , não estimula os jovens a abraçar esta profissão. Não existem cursos específicos e isso leva a que os Lares de idosos sejam forçados a recrutar pessoal indiferenciado, ou candidatos na idade da pré-reforma, porventura os mais disponíveis, mais responsáveis, pese embora, menos interessados em reciclar a sua formação.

Conhecer Rui Fontes, escutando-o horas a fio a falar com inquebrantável e vibrante entusiasmo da sua obra, dos seus projectos e sobretudo do futuro que o liga aos idosos

deixa-nos contagiados e com vontade de unir esforços, contribuindo para esse objectivo comum.

Foi possível nas trocas de experiências vividas com o Enf. Fontes, verificar como foram resolvidos de forma similar, em tempos diferentes, os problemas que são comuns às nossas duas instituições, comprovando deste modo que podemos ganhar muito tempo e eficiência, adoptando práticas que se demonstraram eficazes.

Noutros casos, a inovação de alguns procedimentos foi extremamente gratificante.

Pensamos que este papel deveria caber mais à instituição representativa da classe, ALI – Associação de Lares, no entanto nesta cruzada, em que tanto está por fazer, se cada um varrer a sua testada, decerto que é mais fácil dignificar a profissão e sobretudo os nossos idosos.

Bem-haja Enf. Fontes!

Um cordial abraço

Carlos Neves

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